segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Body of Lies


Esta sugestão vai au retard, o filme já nem sequer anda aí, mas cá vai na mesma:
No início do corrente mês, fui com alguma espectativa assistir ao "Body of Lies" (prefiro o título original, é mais poético), novo filme de um dos maiores realizadores vivos, o grande Ridley Scott. Não me desiludi. Mais uma vez marca presença o Russel Crowe, que esteve nos mais recentes do Ridley Scott, bem como o Leonardo DiCaprio, que está, a cada filme que passa, a evoluir, e a tornar-se um grande actor. Aqui desempenha bastante bem o seu papel de um agente da CIA exposto às atrocidades da guerra contra o terrorismo, tanto as físicas, tortura, etc., de destacar as cenas finais que culminam na prisão do líder terrorista, bem como a exposição que qualquer agente tem em termos das manipulações da guerra, por vezes, até bilateral relativamente às facções em confronto. Apesar de ser uma temática nova para o Ridley Scott, o seu estilo característico mantém-se: visualmente profundo, muitos shots ficam na retina, e a acção, como sempre, é bastante intensa, exigente para os actores, como o próprio Russel Crowe, já conhecedor do Ridley (lembrem-se do Gladiador), afirmou, avisando o DiCaprio antes das gravações, disse o próprio numa entrevista.

Na minha opinião, um excelente filme que, já vai tarde em termos de sugestão, mas decerto nunca é tarde em termos de opinião.
Como deve ser o último post do ano, bom 2010 a todos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A Christmas Suggestion

Ainda vou a tempo de sugerir boa música para ouvir amanhã à noite, para contrariar o que nos emprenham pelos ouvidos constantemente, e infelizmente, cada vez mais cedo. Este ano começou por volta do início de Novembro! Livremos os nossos ouvidos dessas coisas.


Os Jethro Tull, banda clássica do Rock, e que será certamente mais vezes falada aqui, lançaram em 2003 o seu 22º, e, até ao momento, último álbum. O carismático Ian Anderson, líder, flautista, compositor, vocalista, etc., resolveu criar um álbum de Natal. Para isso, decidiu dar uma nova cor (cor Jethro, sem dúvida) a clássicos tradicionais relativos à época, juntamente com novas composições, e novos arranjos de músicas da própria banda, que já antes pareciam estar próximas das temáticas Natalícias, como "Fire at Midnight" ou "Weathercock", da fase mais Folk da banda. O estilo da banda encaixa perfeitamente no que se pretende para um disco de músicas de Natal: que mostrem todo o espírito que o Natal verdadeiramente possui, e que as músicas que nos os bombardeiam por todo o lado estão de facto muito longe de conseguir ter. A flauta do Ian Anderson parece soar ainda melhor do que outras vezes e desempenha um papel fulcral nesse espírito que a banda conseguiu incorporar na música deste disco. Para os mais interessados, pode ler-se a opinião do Ian relativamente ao disco aqui.
É devido a tudo isto que este álbum se tornou, sem dúvida, na minha preferência musical para esta época do ano, desde o Natal do ano passado, em que me deixei acompanhar por ele pela primeira vez. Assim será para muitos anos, espero.

Neste Natal, não se esqueçam então de se deixarem acompanhar por boa música, bem como de recordarem essa grande personalidade da história, cujos ensinamentos sobreviveram até hoje, e cujo nascimento celebramos no dia 25 de Dezembro, que é, obviamente, o grande Isaac Newton!

Bom Natal a todos!

Aqualung has a new outfit!!

O grande amigo Aqualung, que aparece na capa do clássico dos Jethro Tull e que gosta de, como diz o Ian Anderson, "Eyeing little girls with bad intent", resolveu mudar de roupa para este Natal.
É provável então vê-lo sentado num banco de um jardim assim vestido:


Resta-me congratular quem esteve por trás da feitura desta montagem, e desejar um bom Natal ao Aqualung!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Play Me My Song!

Esta minha primeira sugestão é um hino, que se chama, por grande acaso, "The Musical Box". Foi assim que os Genesis baptizaram a sua obra-prima de 1971, que abre outra obra-prima, o grande "Nursery Cryme". Tenho a superficial suspeita de que tenham dado um tal título à música em homenagem ao meu blog.

Os Genesis mudaram, e para muito melhor antes deste álbum. Steve Hackett ingressa na banda, trazendo o seu som instantaneamente e imediatamente influente: a guitarra "aviolinada". Uma série de anos antes do Van Halen e já o Hackett fazia tapping na guitarra. Para as baterias entra o Phil Collins. A formação clássica estava feita e temos Rock Progressivo do melhor que há; letras a condizer, para botânicos (Giant Hogweed), para saudosistas da mitologia Helénica (Fountain of Salmacis), e para outros gostos; cheiros de Heavy Metal que influenciaram a história da música moderna; um Peter Gabriel que começa a encenar, vestindo-se de “old man” = Little Henry, na parte final de “Musical Box”. Fabuloso!


Não confundam: é um jogo de croquet, e não de cricket. Olhando para a bela imagem do disco, já a cabeça do nosso Little Henry jaz no chão, graciosamente (talvez não para o Henry, mas é assim que vem no disco!) arrancada pelo taco da nossa Little Cynthia, e, como dizia, inocentemente o Pete, nos concertos, "Henry, Dead!". É ouvir, pois não consigo descrever esta música satisfatoriamente. Então, por isso, talvez seja uma sugestão mais sábia da minha parte apenas dizer-vos para a interpretarem à vossa maneira. Dificilmente irão resistir ao feeling das partes mais hard, e sem dar conta irão estar a abanar a cabeça ao ritmo, como se de heavy metal se tratasse.

Obrigado ao escritor do
Le-Musicien por me ter mostrado este disco e muitos mais. Mesmo assim, desperdicei 17 anos da minha vida. Se eu viver como o Manoel de Oliveira, não há problema. Caso contrário, qual Little Henry, vou regressar, como um velho, já sozinho, saindo o meu espírito da minha “Musical Box”, tal como na música, dizendo: “Let me get to know your flesh/Why don’t you touch me, touch me? Now, Now, Now!”

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Flash Gordon is Back!!

Fãs do Flash Gordon, como eu, por exemplo: O grande dia chegou. O dia em que não teremos de olhar mais para as "estórias" que há muito foram escritas.

Nesta presente semana, Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido revelou que a sua verdadeira identidade é FLASH GORDON, depois de o ter escondido durante muito tempo, inclusive durante a campanha, antes de assumir o cargo em Junho de 2007.


A nova aventura chama-se "Gordon e o salvamento do mundo bancário", título revelado na primeira pessoa pelo camarada Brown, quando disse que juntamente com a pequena ajuda do seu fabuloso conjunto de super-heróis tinha acabado de completar mais um grande feito: "Salvámos o Mundo!"

Tal foi a algazarra e euforia da oposição parlamentar por este regresso, que não puderam conter a alegria no resto da sessão, ansiando pelo fim desta, o mais rapidamente possível, de modo a irem comprar o "The Sun" que por essa altura já devia estar a publicar em primeira-mão o grande salvamento.

E ainda há quem diga que não há super-heróis. Ganhem juízo, os cépticos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Manifesto às Caixas de Música

Como não podia deixar de ser, inauguro o blog dando corda a esta minha caixa de música.

Encorajo todos a fazer o mesmo, não com aqueles aparelhos mecânicos, que até podem ter alguma piada, mas que constantemente arrotam sempre as mesmas coisas, todas iguais e nostálgicas e que nos fazem sentir velhos, mas sim com a nova espécie de caixas de música que eu pretendo criar, através desta profunda modificação genética, a caixa de música que fala sobre tudo, e que cospe outros tipos de música.

Por isso, donos de caixas de música de todo o mundo, uní-vos!
Aguardem os futuros bitaites da Caixa!