domingo, 14 de dezembro de 2008

Play Me My Song!

Esta minha primeira sugestão é um hino, que se chama, por grande acaso, "The Musical Box". Foi assim que os Genesis baptizaram a sua obra-prima de 1971, que abre outra obra-prima, o grande "Nursery Cryme". Tenho a superficial suspeita de que tenham dado um tal título à música em homenagem ao meu blog.

Os Genesis mudaram, e para muito melhor antes deste álbum. Steve Hackett ingressa na banda, trazendo o seu som instantaneamente e imediatamente influente: a guitarra "aviolinada". Uma série de anos antes do Van Halen e já o Hackett fazia tapping na guitarra. Para as baterias entra o Phil Collins. A formação clássica estava feita e temos Rock Progressivo do melhor que há; letras a condizer, para botânicos (Giant Hogweed), para saudosistas da mitologia Helénica (Fountain of Salmacis), e para outros gostos; cheiros de Heavy Metal que influenciaram a história da música moderna; um Peter Gabriel que começa a encenar, vestindo-se de “old man” = Little Henry, na parte final de “Musical Box”. Fabuloso!


Não confundam: é um jogo de croquet, e não de cricket. Olhando para a bela imagem do disco, já a cabeça do nosso Little Henry jaz no chão, graciosamente (talvez não para o Henry, mas é assim que vem no disco!) arrancada pelo taco da nossa Little Cynthia, e, como dizia, inocentemente o Pete, nos concertos, "Henry, Dead!". É ouvir, pois não consigo descrever esta música satisfatoriamente. Então, por isso, talvez seja uma sugestão mais sábia da minha parte apenas dizer-vos para a interpretarem à vossa maneira. Dificilmente irão resistir ao feeling das partes mais hard, e sem dar conta irão estar a abanar a cabeça ao ritmo, como se de heavy metal se tratasse.

Obrigado ao escritor do
Le-Musicien por me ter mostrado este disco e muitos mais. Mesmo assim, desperdicei 17 anos da minha vida. Se eu viver como o Manoel de Oliveira, não há problema. Caso contrário, qual Little Henry, vou regressar, como um velho, já sozinho, saindo o meu espírito da minha “Musical Box”, tal como na música, dizendo: “Let me get to know your flesh/Why don’t you touch me, touch me? Now, Now, Now!”

1 comentário:

Slinkman disse...

Um grande abraço e continua a ouvir cada álbum dos (early) Genesis como se fosse a primeira vez! Descobre-se sempre algo de novo!