terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eastwood is ...Hollywood


Fui ver o último filme do Clint Eastwood, e permitiu-me reforçar a conclusão de que, depois de uma aclamada carreira como actor, ele é também um dos melhores realizadores da actualidade, e faz parte da grande máquina de Hollywood, como eu quis expressar no título do post, apesar de Hollywood ser, obviamente, muito mais do que apenas ele. Os filmes dele enquanto realizador têm regularmente apresentado um nível excelente, constantemente candidatos a prémios, e grandes êxitos de bilheteira, o que me faz considera-lo muito mais como um grande realizador, do que como um grande actor, provavelmente devido à maior actividade dele a realizar nos tempos mais próximos, mas também porque os Spaghetti Westerns, pelos quais ele se tornou conhecido como actor, ainda não me satisfizeram totalmente, se bem que admito a possibilidade de esta posição se vir a alterar no futuro, tanto mais porque ainda não explorei devidamente o estilo.

Neste último, conta-nos uma história passada nas décadas de 20 e de 30 do século passado, e baseada nos homicídios de Wineville, Riverside County, California, um caso que mostrou aos Estados Unidos a corrupção existente no Los Angeles Police Department. A excepcional interpretação da Angelina Jolie é um dos principais destaques do filme, no papel de uma mãe cujo filho foi raptado, e que sofre tentativas de desacreditação por parte da polícia, que procura tapar o engano no caso, interpretação que valeu merecidas nomeações para os globos de ouro e para os Óscares da Academia.

Um filme altamente recomendado.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Lagrange

Os Chineses lembraram-se de fazer mais uma das coisas que volta e meia surpreendem os ocidentais. Desta vez foi algo a que devo tirar o chapéu:


Algures num viaduto da sempre enublada cidade de Pequim, eles resolveram celebrar o grande Teorema do Valor Médio, versão Lagrange, pendurando o resultado desse Teorema no dito viaduto. Joseph-Louis Lagrange foi um dos maiores matemáticos dos séculos XVIII e XIX. Assim, para quem se deslocar na cidade e passar por este local, basta apenas olhar para cima para ver esta celebração a um grande teorema da Matemática, a mãe de todas as ciências. Por isso, esta acção chinesa só pode ser elogiada.

Viva a Matemática!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Crisis? What Crisis?

Ainda com o pensamento na crise de que tanto se fala, surgiu-me, de repente, a expressão que intitula um dos álbuns dos grandes Supertramp: "Crisis? What Crisis?", 1975.


Não é dos meus preferidos da banda, e a meu ver, não é também dos melhores, estando aquém dos clássicos posteriores, como o famoso pequeno-almoço transatlântico, ou do grande "Crime of the Century" do ano anterior. Este veio mesmo mais a propósito do título do que de outra coisa, que juntamente com esta capa bizarra e surrealista, até pode trazer qualquer coisa de piada à tão falada crise.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo...Crise Nova

Como de costume, aponta-se para uma crise em 2009. É apenas mais uma daquelas crises que parecem suceder em Portugal desde o nosso glorioso século XV. Já em 1979, apenas 5 anos depois da revolução, o grande José Mário Branco perguntava na sua epopeia chamada FMI, e que falarei mais vezes futuramente: "Estás desiludido com as promessas de Abril, ?". Passaram 30 anos, e a pergunta continua a fazer sentido e a ser legítima. Do mesmo modo, a resposta continua a ser igual: "Sim, Estamos desiludidos!", dada quase num tom de reza.

Outra preocupação vai para as questões ambientais. O tempo vai passando, e o que se vê é paleio, paleio, e pouca vontade de trabalhar.

Nem tudo é mau. Pela primeira vez em 8 anos, sabemos à entrada do novo ano, que já não teremos mais de ver a figura do Walker do Texas, Bush. Mais do que o facto de Obama ser o próximo, e trazer grandes esperanças a um mundo preocupado, o que devemos realmente festejar é o fim da era Bush, fim que poderia ter sido mais alegre se o célebre jornalista iraquiano tivesse mostrado mais capacidade de tiro e lhe tivesse acertado com uma dessas novas munições chamadas sapatos.

Resta-nos então olhar para o passado recente, os 20 anos sobre 1989, a meu ver um dos anos mais marcantes da 2ª metade do século XX, e analisar como esse passado pode e deve fazer-nos repensar o futuro, num presente que infelizmente não augura nada de bom.

Esperemos, portanto, um bom ano novo. Feliz 2009!