quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Basterd's Work is Never Done

Mais um grande filme do Quentin Tarantino. Um filme fabuloso e absolutamente imperdível, apesar de não atingir, a meu ver, a obra-prima Pulp Fiction. A alternância nas línguas do filme é um dos seus pontos fortes, bem como a performance do Christoph Waltz, que fala quatro idiomas (bem merecido o prémio que ganhou para melhor actor em Cannes, aliás, não chega, pois merece um Óscar), e que se apresenta como um dos actores principais do filme, juntamente com a lindíssima Mélanie Laurent, que representa muito bem o papel de Shosanna. Já o Brad Pitt é Aldo Raine que lidera um grupo de judeus norte-americanos, os "Basterds", que fazem uma e uma coisa apenas, matam nazis, pagando ao seu líder em escalpes. A este filme falta um pacing mais consistente, pois tem algumas falhas na fluidez, e juntamente com isso, tem um soundtrack, que, apesar de bom em alguns momentos, não é tão forte quanto o habitual nos filmes dele, e esse habitual costuma ser algo quase perfeito, como as bandas sonoras dos já falados Pulp Fiction ou Reservoir Dogs, daí as expectativas serem tão altas altas relativamente a algo tão típico e importante nos filmes dele como o soundtrack. No geral, um filme de guerra, de vingança, algum e bom humor, tudo numa só película, num dos melhores argumentos do Quentin, e que faz deste um grande filme, e um dos filmes mais completos que me lembro de ver.

domingo, 13 de setembro de 2009

Esta - אסטה

Depois dos últimos dias de férias passados em Terras do Douro, recordo uma das melhores experiências musicais destes meses pós-aulas (ou pré-aulas, também podemos ver as férias desta maneira mais triste).

Uma banda Israelita, chamada Esta, que em Hebraico se escreve אסטה, e que apresenta a meu ver um estilo verdadeiramente de fusão numa caldeirada à base de jazz e rock instrumentais, flavours étnicos do país de origem, que se juntam perfazendo música absolutamente fenomenal. E tive o enorme privilégio de os ver ao vivo este Verão, em que constatei a quantidade enorme de instrumentos, desde os ocidentais, até aos mais exóticos do oriente, um músico inspirado no grande Roland Kirk, e que toca vários saxofones ao mesmo tempo, e até dois covers, um dos U2, e outro, o clássico "Nights in White Satin" dos Moody Blues.

Originalmente uma banda instrumental, lançaram o terceiro álbum (e até ao momento o último) em 2002, de título "Home Made World", onde incluíram o canto algo celestial de uma vocalista chamada Yarona Harel, que desde então passou a integrar a banda. Foi este disco que comprei, para poder ter uma imitação da experiência musical dessa noite, em que até aprendi algumas palavras em hebraico, e que possa repetir quando quiser. Só lhe falta mesmo a intensidade típica do "live", para deixar de ser imitação.

Achei este vídeo deles nessa coisa fantástica que é o Youtube. Espero que apreciem tanto como eu. E é com bandas e música deste género que me apetece dizer "Viva música do Mundo"!