quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Équinoxe


Hoje é dia de Equinócio, e por isso deixo esta recomendação que creio vir a calhar, o álbum Équinoxe, Jean Michel Jarre, 1978. Na mesma linha do predecessor, o grande "Oxygène", talvez um pouco mais sofisticado a nível dos instrumentos electrónicos, mas mantendo o carácter muito orgânico e essencialmente melódico típico da música dele, que o distinguia dos seus contemporâneos,
como os Kraftwerk com um estilo mais futurista, mais robótico e pesado, ou o mais cósmico, se é que podemos chamar assim, dos Tangerine Dream, mantendo também a estrutura, que eu, num certo sentido, gosto de ver como sendo uma sinfonia de música electrónica em vários movimentos. É ouvir!

sábado, 18 de setembro de 2010

(Des)acordo

Este post destina-se a revelar a minha posição (que faz algum tempo já deveria ter materializado), relativamente ao novo (bem, devido à minha demora já não é assim tão novo), (des)acordo ortográfico.

A minha posição é obviamente a do não, nunca a esta enorme perversão deste património que é a nossa bela língua portuguesa. Este blog, e este autor (modéstia à parte chamar-me autor, mas o que é certo é que este último precede o primeiro), ao longo dos seus tempos de vida, nunca irão usar esta malfadada e induzida cartilha sobre o uso da língua, curiosamente denominada de "acordo", quando na verdade consagra apenas o desacordo, e esta posição é por uma questão de princípio: o português arcaico assim se tornou pois os tempos passaram e eles mesmos também se tornaram épocas arcaicas. Agora pretende-se mudar o português enfiando-o num colete de forças com a bandeira brasileira por fora, mas com um lema diferente, "Desordem e Progresso", e este último, a existir, a dar-se no sentido errado.

Assim, mesmo daqui a 50 anos, se este blog ainda estiver de pé, isto se a internet, por essas alturas não for já transcendente e tiver ocupado o lugar de deus, se ele existir, e por princípio de agnosticismo terei de encerrar o blog, o nosso português continuará a imperar nesta parcela de terreno que possuo na internet.

P.S.: O grosso desta breve prosa foi escrito numa aula de álgebra computacional da passada semana, na verdade, foi a aula, e num certo sentido, A Aula em que a Terra Parou.

domingo, 12 de setembro de 2010

Claude Chabrol

Faleceu hoje com 80 anos de idade o realizador francês Claude Chabrol, um dos principais nomes da Novelle Vague francesa dos anos 60. Anteriormente à carreira de realizador foi crítico de cinema na prestigiada revista, ainda hoje existente, Cahiers du Cinéma, na qual também escreviam os futuros gigantes do movimento, François Truffaut e o grande, e a meu ver expoente máximo, Jean-Luc Godard, onde construiram teorias defendendo o dito cinema de autor e defendendo que o realizador devia assumir esse papel. Tal como estes fariam futuramente, deixou-se de faladura, (no sentido positivo da palavra, claro) e resolveu passar à acção e fazer filmes.

Le Beau Serge, (Nas Garras do Vício), 1958, de Chabrol é geralmente considerado como o primeiro filme da Nouvelle Vague. Aqui são já visíveis alguns brilhantes traços estilísticos, moldados num, ainda nos dias de hoje, (e cada vez mais, ao que parece, nos caminhos que vemos o cinema a percorrer actualmente) desconcertante vanguardismo, integrado num sentimento progressista, algo rebelde e iconoclasta contra o sistema, que já na altura se encontrava concentrado no império de Hollywood. Deixo então este filme como recomendação em homenagem ao autor. Abordarei a Nouvelle Vague futuramente.