sábado, 18 de setembro de 2010

(Des)acordo

Este post destina-se a revelar a minha posição (que faz algum tempo já deveria ter materializado), relativamente ao novo (bem, devido à minha demora já não é assim tão novo), (des)acordo ortográfico.

A minha posição é obviamente a do não, nunca a esta enorme perversão deste património que é a nossa bela língua portuguesa. Este blog, e este autor (modéstia à parte chamar-me autor, mas o que é certo é que este último precede o primeiro), ao longo dos seus tempos de vida, nunca irão usar esta malfadada e induzida cartilha sobre o uso da língua, curiosamente denominada de "acordo", quando na verdade consagra apenas o desacordo, e esta posição é por uma questão de princípio: o português arcaico assim se tornou pois os tempos passaram e eles mesmos também se tornaram épocas arcaicas. Agora pretende-se mudar o português enfiando-o num colete de forças com a bandeira brasileira por fora, mas com um lema diferente, "Desordem e Progresso", e este último, a existir, a dar-se no sentido errado.

Assim, mesmo daqui a 50 anos, se este blog ainda estiver de pé, isto se a internet, por essas alturas não for já transcendente e tiver ocupado o lugar de deus, se ele existir, e por princípio de agnosticismo terei de encerrar o blog, o nosso português continuará a imperar nesta parcela de terreno que possuo na internet.

P.S.: O grosso desta breve prosa foi escrito numa aula de álgebra computacional da passada semana, na verdade, foi a aula, e num certo sentido, A Aula em que a Terra Parou.

1 comentário:

Margarida disse...

Grandes aulas xD qualquer dia também me dá para isto..
Pois eu concordo, este desacordo é forçado. Além de que, vistas bem as coisas, não é tão unificador quanto apregoam - não é livre de situações ambíguas nem contradições.
E os poucos que ainda falam Português, que ainda sabem Gramática, são forçados a engolir este tratado.. Não há como expressar quão injusto (e ridículo) isto é.