quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

In Nomine Dei

Ora bem. Dia 1 de Janeiro do corrente ano, se bem me lembro era capaz de ser aí 2 ou 3 horas da noite, ou seja ainda estávamos no início da party. Três mininos sentam-se na soleira de granito (para ser mais preciso não foi bem na soleira da porta, foi um bocadinho ao lado) de uma igreja existente na cidade invicta, no Carmo. Só aqui, vejam bem, já é difícil escolher, porque acontece que o senhor possui muito terrenos naquela zona da cidade, e algumas vozes perspicazes perguntarão: Qual igreja, pá, há duas, pá, paredes meias uma com a outra, pá? Era a segunda para quem sobe, a Igreja dos Carmelitas. Até que apareceu uma personagem, vinda do interior do templo. Uma senhora que, qual fantasma daqueles que aparecem nos livros, emanou à porta da dita casa do senhor. Depois de uma série de vocábulos que nós não entendemos lá muito bem, eis que percebemos inequivocamente que ela nos estava a mandar bazar, e para irmos conversar, beber, enfim, vaguear para outro lado. Deve ter visto as crenças religiosas estampadas nas nossas caras, ou então confundiu-nos com o Che ou com a Rosa Luxemburgo. Tive quase para ir ao outro lado da rua comprar um Favaios para oferecer à dita senhora. Quem diz Favaios, diz une cigarrette, erva, ou o que ela quisesse, porque eu senti pá, senti deus, porque ela estava a mandar-nos embora In Nomine Dei. Ouvi a voz dele "Come on brothers, go away" é que deus fala em inglês por causa da globalização. Estava a brincar evidentemente, não senti nada, mas achei o episódio estranho. Então não se fazem grandes festas dentro daqueles estabelecimentos pá, em que as pessoas socializam perante um presidente que faz um discurso daqueles très longue à Fidel Castro, cantam cantigas juntas, e às vezes até dão beijinhos umas às outras, e nós que ali estávamos civilizadamente a socializar, não podemos pá? Foi um episódio giro e engraçado daqueles que me fazem pensar que se deus existir, deve de se mijar a rir com aquilo que alguns indivíduos dizem e fazem cá em baixo em seu nome.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Suck it and See

Neste post refiro-me aos Arctic Monkeys. Ora bem, convém afirmar logo a minha posição à partida: eu não era fã dos Arctic Monkeys. Primeiramente, não conhecia exaustivamente a discografia, e então também não podia dizer que não gostava da banda, pois estaria a dizer algo sobre música que não conhecia, pelo menos exaustivamente. Conhecia algumas músicas, e simpatizava com algumas, mas o certo é que elas também não me tinham chamado à atenção, atenção essa que se iria materializar na audição mais profunda, isto é, ouvir os discos.

Ora bem, isto mudou um pouquito em Junho último, aquando do lançamento de 'Suck it and See'. O facto de estar a sair um álbum novo fez-me pensar que era uma boa oportunidade para ouvir música deles mais a sério, e tentar entrar mesmo na música e compreender do que a banda é feita, foi vamos lá pá, vamos lá ouvir a música deles em condições. Ora bem, antes do disco tocar, olhei para a capa. Hoje em dia ninguém liga a estas merdas, e eu até sou o primeiro a dizer "Não julgues um álbum pela sua capa". Mas o que é certo é que existe uma correlação notável entre bons discos e boas capas. O prisma dos PInk Floyd, os Queen mergulhados na sombra, o monstro dos King Crimson, as paisagens inconfundíveis do Roger Dean, a banana de Andy Warhol, ou a caveira do Oxygène do Jean-Michel Jarre, que tenho dependurada na parede do meu quarto. Experimentem, mas regra geral é difícil dissociar a qualidade da música da qualidade e da permanência na mente da imagem que lhe serve de rosto visual. Ora bem let's roll the tape back. Ao ver a capa do Suck it and See, gostei do que vi. Não tem muito de especial, é certo, não é extraordinária, mas sem sombra de dúvida não é uma das piores de sempre, conforme uma revista qualquer lançou numa daquelas estúpidas listas que volta e meia essas revistas precisam de fazer para que os fãs do número 1 comprem a revista. Devem ter tudo combinado, de tal modo que a cada não sei quantos meses, actualizam a lista e vão trocando os primeiros, assim revezam-se todos na liderança. Roll back again. Instantaneamente lembrou-me a capa daquele que é vulgarmente designado por "The White Album" dos Fab Four. E eu gostei da simplicidade, e tem impacto.

Passamos para o interior do rosto do álbum e vem a música. Acontece que eu adorei o que lá está dentro. 40 minutos de músicas curtas. Ouvi Rock muito bom, com um som vintage, absolutamente clássico, nalgumas harmonias vocais, nos timbres das guitarras. As músicas curtas vão passando com um som que eu gostei bastante. Esse carácter clássico e vintage da música faz-me pensar: se esta treta estiver bem gravada, que maravilha que deveria de ser ouvir isto em LP.

Este álbum foi das coisas que mais gostei de ouvir no ano que recentemente terminou, e assim continua a sê-lo. Já posso dizer que gosto dos Arctic Monkeys, ou então se tal for exagerado, que gosto deste álbum. Passarei aos outros em breve, mas já o sei, cá dentro, que será difícil superar este. Pelo que sei, os críticos não gostaram muito, não deve haver muitas pessoas neste mundo que julguem este álbum como muito bom, e ao que parece ao gostar muito deste álbum, eu estarei a ser um atípico fã dos Arctic Monkeys. Não faz mal, que já estou habituado a ser atípico em questões musicais. Podia ter escolhido outra música, mas optei por esta, "Black Treacle".



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Espaço XYZ

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Espaço XYZ

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