quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Deserto de aborrecimento

Este post é só para dar nota de que acabei de ler o livro 2666. Deixarei a análise (se a conseguir fazer) para depois. Comecei no fim de Julho, terminei hoje, 30 de Agosto, por volta das duas da manhã. Seguiram-se 5 segundos (ou 10) que talvez não tenham existido, 10 minutos de estupefacção, e meia hora de baixa actividade cerebral e aborrecimento. Depois de 1030 páginas dá pena que o livro tenha acabado. Se bem que aqui chega-se ao fim sem se acabar, pois já sabemos que tudo continua e que tudo é provisório ao mesmo tempo, ainda para mais quando se fala da vida humana.

Conforme a frase de Baudelaire que serve de epígrafe ao livro, estou convencido dos oásis de horror no meio dos desertos de aborrecimento.