domingo, 17 de março de 2013

O Bom, O Mediano e o Mau

Há quem tenha uma opinião relativamente ao que se passa no futebol em Portugal que pode ser resumida pela seguinte: Os treinadores são bons, os jogadores são medianos, os árbitros são maus (talvez aqui possamos por um adjectivo mais forte). Na sua essência, isto é verdade. Os treinadores em Portugal, são, creio eu, regra geral, bons e competentes. Relativamente aos jogadores, havendo alguns muito bons, a maioria são de facto medianos, o que nos faz desconfiar de um futuro a curto prazo muito difícil para a selecção nacional. Por os último, os árbitros, e aqui talvez haja mais unanimidade relativamente às suas qualidades. São mesmo maus. Vendo um jogo da primeira liga, ou da 2ª divisão, vemos geralmente más arbitragens. E os da 2ª divisão serão os futuros árbitros do primeiro escalão o que não augura nada de bom. Hoje assisti a um jogo da segunda divisão, e dois ou três assentos ao lado estavam dois indivíduos estrangeiros que falavam inglês, e que pela conversa, concluí que são adeptos do Celtic FC. Regressavam então a um estádio onde a sua equipa foi feliz, há cerca de dez anos atrás, quando nos eliminou na meia final da Taça UEFA. Assim pude apreciar os comentários deles ao árbitro da partida que estava a ocorrer, e esses comentários eram claramente de quem achava que o que se estava a passar era uma anedota futebolística, com um cabrão de terceira categoria a bufar para um apito. No Reino Unido, conforme sabemos, estes senhores do apito  conseguem, grande parte das vezes, espalhar tanta classe como os jogadores. Como resultado, hoje perdemos com um penalty inexistente, e com um lance em que nos foi anulado um golo, no mínimo duvidoso, mas que até posso admitir que ele tenha julgado bem. Enfim, uma arbitragem, conforme os escoceses observavam, risível, e que por várias vezes lhes provocou o riso de tão ridículo era aquilo que estavam a presenciar. Juntamente com uma equipa que não conseguia acertar com essa coisa a que se costuma chamar baliza, o resultado é um jogo perdido. Uma má maneira de passar um domingo e de começar a semana. Uma vitória costuma sempre fazer com que a segunda feira seja melhor. Nos últimos anos tem sido assim, depois do célebre acontecimento de 2008 em que um grupinho de amigos se junta depois de jantar, depois da reunião já ter acabado, sem quórum e inclusive sem o presidente do órgão, e nos envia para a divisão inferior. Esta história ainda me deixa boquiaberto de tão rocambolesca que é, pelas ilegalidades que nela existiram. É verdadeiramente inacreditável como uma coisa destas ocorre passando por cima de todas as regras, como é que se declara pena de morte a um clube histórico, centenário e o 4º clube português em termos de palmarés, na segunda parte de uma reunião, que, supostamente, já tinha acabado antes. Inacreditável! A única conclusão lógica que se pode tirar, é que as punições existentes nessa reunião tinham que ser deliberadas a qualquer preço, nomeadamente o preço das ilegalidades cometidas para as deliberar. Sendo assim, só poderemos concluir que se tratou de um complot, e de que essas deliberações com vista a punir o 4º maior clube português eram premeditadas. Felizmente, alguém acendeu a luz ao fundo do túnel, e a saída já está à vista, mas ainda falta muito para lá chegar. E agora, creio que já posso afirmar que acredito mesmo do fundo do coração que estaremos de volta em tempo relativamente breve. Quanto a vocês, vermelhos daí de baixo, a vossa conspiração não funcionou, preparem-se, que daqui a uns anos vão ter que vir jogar três vezes por ano aqui à invicta nos diversos pontos cardeais da nossa cidade: o nosso xadrez do oeste, o azul do este e o vermelho de lá do norte, em Paranhos.