sábado, 25 de outubro de 2014

Ser Português - A piada

Acabei de chegar do futebol. O Boavista perdeu, estou um bocado chateado, a equipa não reagiu muito bem, mas valeu o esforço no fim, com mais um pouquinho de sorte ainda empatávamos. Estou chateado como disse, mas já estou pronto, como a maior parte das pessoas enquanto estavam a sair do estádio, de começar a rir, a mandar piadas, inclusivamente sobre a nossa equipa e sobre a derrota. Acho isto saudável, e é algo que não acontece muito nos clubes grandes. O pessoal leva aquilo muito a sério. Nos clubes mais pequenos, e no Boavista, o maior dos pequenos isto acontece sempre. Os portugueses gostam muito de piadas, por vezes a cair para um humor muito negro, mas os portugueses gostam. Ainda agora, somos capazes de fazer piadas sobre o Ébola, ou o que aconteceu no ano passado no Meco. É uma característica nossa. Por vezes, talvez a gente exagere, mas estas são as piadas à portuguesa, e quem as nega a isto geralmente são aqueles indivíduos algo snobs, a pregar uma certa seriedade para não se brincar com estas coisas, que é muito sensível e tal.  É a maneira de ser de um povo, quer eles queiram ou não. Esta é a meu ver uma das principais características do ser português. 
Acho que vou dedicar uma série de posts ao 'Ser Português' e ao 'Ser Portuense'.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Matemática

Mencionei no post anterior algo a propósito da matemática e da biologia. Gosto de matemática, e em marticular gosto de matemática aplicada, em que cada equação tem o seu sentido matemático, lógico, que todos os objectos matemáticos têm, mas que para além disso tem também o sentido da realidade, da intuição, do bom senso, querendo com isto dizer que tem algo que é uma modelo aproximada da realidade. Esta é a minha definição de matemática aplicada. Na minha curta carreira matemática, fiz uma tese de mestrado sobre matemática aplicada, em particular, matemática financeira. Agora voltei-me para o matemática e a biologia, e esta mistura consegue ser fantástica, bonita, agradável e que me está a dar imenso gozo. A matemática permite-me compreender melhor alguns conceitos biológicos que desconhecia ou não compreendia, isto acontece muitas vezes, ao mesmo tempoque esses conceitos biológicos fornecem espaço vital, de sobrevivência a uma teoria matemática específica, conferindo sentido, utilidade a coisas que parecem ter pouco sentido ou pouca utilidade, para além da muito significativa e importantíssima densidade lógica que os envolve. 
Perdão, este texto pode estar um bocado embrulhado e desajeitado, gosto um bocado de escrever à Kerouac, sempre a eito, por isso pode sair um bocado confuso, e pode não ostentar uma opinião definitiva, mas em compensação tem a pujança, a cadência da oralidade. No entanto, é assim que gosto de escrever. Talvez volte ao assunto matemática no futuro.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

David Brubeck

Tenho passado bastante tempo em casa, principalmente esta semana, a tentar estudar um pouco de biologia com vista a poder compreender mais da parte biológica do artigo que vou começar (ou tentar) a escrever em breve. Para isso necessito de uma banda sonora. E tem sido o David Brubeck, um dos meus músicos de Jazz preferidos. Ora bem, aquilo que eu tenho em casa do David Brubeck é uma caixa com quatro CD's, oito álbuns, comprada há dois ou três anos na loja de discos, não me lembro do nome, que ficava mesmo no fim da Rua de Cedofeita, com a Rua Álvares Cabral. Entretanto já fechou e moveu-se efemeramente para a Rua Passos Manuel mesmo em frente do Coliseu, aonde já fechou também. grande parte do stock, pelo que se ouviu, para a lendária e reaberta Tubitek na praça D. João I, uma loja de outros tempos, que faz parte da mitologia de quem gostava e consumia música na cidade do Porto. Ainda não lá fui. Voltando ao David Brubeck, essa tal caixa foi comprada na Rua de Cedofeita e uma preço reduzidíssimo, 7 euros e meio ou 8 pelo que me lembro, por oito álbuns, aí umas 5 horas de música, dum artista do qual só tinha duas músicas em colectâneas de Jazz, como por exemplo o célebre 'Take Five' que aparece repetido. Um Jazz soft, a que se convencionou chamar de Cool Jazz, relaxado, melodioso, leve, algo estranho, com compassos esquisitos, influências árabes, (sei que o próprio Brubeck e o seu saxofonista de muito tempo, o Paul Desmond confirmaram estas influências, inclusive nos compassos para nós ocidentais, esquisitos, para eles normais), etc.. Distante do frenesim do Bebop e do Hard Bop onde estão o cerne dos meus gostos Jazzísticos, mas um Jazz que imediatamente me convenceu. A escolha dos álbuns é bem feita. Tem dois de piano solo, um ao vivo e os restantes são os de quarteto, incluindo o mais célebre, o 'Time Out' de 1959. E não tendo mais para dizer, concluo, isto é do melhor que se fez na história do Jazz.