quinta-feira, 9 de outubro de 2014

David Brubeck

Tenho passado bastante tempo em casa, principalmente esta semana, a tentar estudar um pouco de biologia com vista a poder compreender mais da parte biológica do artigo que vou começar (ou tentar) a escrever em breve. Para isso necessito de uma banda sonora. E tem sido o David Brubeck, um dos meus músicos de Jazz preferidos. Ora bem, aquilo que eu tenho em casa do David Brubeck é uma caixa com quatro CD's, oito álbuns, comprada há dois ou três anos na loja de discos, não me lembro do nome, que ficava mesmo no fim da Rua de Cedofeita, com a Rua Álvares Cabral. Entretanto já fechou e moveu-se efemeramente para a Rua Passos Manuel mesmo em frente do Coliseu, aonde já fechou também. grande parte do stock, pelo que se ouviu, para a lendária e reaberta Tubitek na praça D. João I, uma loja de outros tempos, que faz parte da mitologia de quem gostava e consumia música na cidade do Porto. Ainda não lá fui. Voltando ao David Brubeck, essa tal caixa foi comprada na Rua de Cedofeita e uma preço reduzidíssimo, 7 euros e meio ou 8 pelo que me lembro, por oito álbuns, aí umas 5 horas de música, dum artista do qual só tinha duas músicas em colectâneas de Jazz, como por exemplo o célebre 'Take Five' que aparece repetido. Um Jazz soft, a que se convencionou chamar de Cool Jazz, relaxado, melodioso, leve, algo estranho, com compassos esquisitos, influências árabes, (sei que o próprio Brubeck e o seu saxofonista de muito tempo, o Paul Desmond confirmaram estas influências, inclusive nos compassos para nós ocidentais, esquisitos, para eles normais), etc.. Distante do frenesim do Bebop e do Hard Bop onde estão o cerne dos meus gostos Jazzísticos, mas um Jazz que imediatamente me convenceu. A escolha dos álbuns é bem feita. Tem dois de piano solo, um ao vivo e os restantes são os de quarteto, incluindo o mais célebre, o 'Time Out' de 1959. E não tendo mais para dizer, concluo, isto é do melhor que se fez na história do Jazz. 

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