segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre o Boavista

No seguimento de uma boa vitória ontem do meu Boavista sobre o Arouca, lembrei-me de escrever sobre um assunto. O assunto é a constante tentaiva de denegrir o clube, nomeadamente o seu futebol de 'bombo', assim baptizado pelo grande Jaime Pacheco, constantemente rotulado de cacetada. O Boavista, na gloriosa época de 2000-2001 marcou 63 golos, sofreu 22, à entrada da última jornada que não contou para nada, onde perdemos com o Porto por 4 a 0 (a derrota mais alegre da minha vida), tínhamos 18 sofridos e éramos a melhor defesa da Europa. O Super Sporting de Jardel foi campeão com menos pontos no ano seguinte. O Super Porto de Mourinho que foi campeão europeu em 2004 marcou também 63 golos no campeonato. O Benfica de Trapattoni marcou 51 golos, tal como o Porto campeão em 2005-2006. Os números não mentem. Se forem ver os jogos de 2000-2001 o que vêm é aquilo que estes números sugerem, uma equipa que procurava o golo em todos os jogos, com um futebol agressivo quando sem bola, e rápido com a bola. Aquilo que se costumava chamar de futebol de contra-ataque (que é o meu tipo de futebol preferido, a que gosto de chamar futebol de pedalada, e que é um dos grandes paradigmas do futebol moderno), que muitas equipas praticam. No entanto, algumas equipas, que elevam este tipo de futebol a patamares inimagináveis são fenomenais, outras, como o Boavista, que com menos argumentos tentam fazer o mesmo tipo de futebol ficam com o rótulo de caceteiros, quando comparativamente houve campeões que demonstraram menos argumentos ofensivos do que nós. Outras são organizadas e inteligentes a jogar ao tentarem defender bem e meter contra ataques. Já o Boavista é que era desorganizado e caceteiro. É a prova de que quem ganha geralmente atrapalha, no ano seguinte jogámos de maneira semelhante, mas como não ganhámos, não atrapalhámos, e, por conseguinte, já não houva tanta poeira a ser lançada acerca do nosso tipo de jogo. Estamos habituados. um dia deste tenho de me dedicar a fazer um post sobre o conceito de bom futebol, e o carácter pernicioso e perverso que algumas dialécticas moldam à volta deste conceito. Para terminar, haja algum pudor, e reconheçam o mérito que nos é devido. 

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