segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Flock of Seagulls

Há cerca de dois anos atrás comprei um álbum, em LP, dos A Flock of Seagulls. O primeiro álbum, que tem como título o nome da banda. O álbum não estava na melhor das condições, mas muito razoável. É um álbum típico dos anos 80, do ano de 1982, vê-se logo isso pela capa. tenho tentado manter abertos os meus horizontes musicais o máximo possível, daí que nos últimos dois anos tenha escutado este álbum repetidas vezes.

Os A Flock of Seagulls vêm de Liverpool, tal como vieram outras bandas que se tornaram marcos da música New-Wave dos anos 80, como os Echo and the Bunnymen, Frankie Goes to Hollywood, OMD (Orchestral Manoeuvres in the Dark), The Teardrop Explodes, China Crisis, etc.. Este é certamente um álbum pop, anos 80. Mas é movido à base de pequenos motivos e riff, sejam de guitarra ou de sintetizadores, movidos por uma bateria quase nada alterada com efeitos, o que faz com se trate de um pop muito rockeiro, podemos assim dizer. O grande exemplo disso é o grande hit 'I Ran (So Far Away)'. E para além disso, trata-se de um álbum mais ou menos conceptual, uma estrutura aproveitado dos anos 70 e das experiências progressivas. Os riffs/hooks deste álbum são memoráveis. Em quase qualquer faixa há um motivo de guitarra e sintetizador genial. Quanto ao penteado do vocalista, supostamente para ser tipo seagull, isso abstenho-me de comentar.

Este é sem dúvida, um dos meus álbums preferidos dos anos 80. Um álbum espectacular.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Um assunto de Polícia

Aquilo que se passou ontem em Guimarães, falo da agressão inacreditável àquelas 2 pessoas, ao que parece, pai e avô de uma criança, trata-se de uma vergonha inqualificável por parte do Polícia envolvido, que seguramente deve de ser deficiente mental, para além de ser uma cavalgadura de palheiro. Ainda bem que alguém filmou, senão estaríamos aqui a levar com as histórias da carochinha do costume, uma imensa propaganda destinada a absolver o comportamento da polícia e ilibar os mesmos de qualquer uso de força excessiva. Ainda bem que se filmou, pois senão teríamos de ficar pelas testemunhas oculares, tal como aconteceu no mesmo estádio, num jogo com o Sporting, onde os polícias dormiam enquanto dois sportinguistas eram esfaqueados, ou o jogo do Boavista em que a brutal acção da polícia (falta saber se o mesmo energúmeno, ou algum dos seus discípulos lá do sítio) resultou num adepto do Boavista que perdeu a visão de um olho. Ainda bem que alguém filmou, pois agora passamos a perceber qual deve de ser o modus operandi da polícia daqueles sítios. Este vídeo, de facto, explica muita coisa... Só resta, agora, descobrir a alimária, e tomar providências para que a polícia daquela zona actue condignamente, pois senão, da próxima vez que lá houver algum incidente com a polícia, ninguém se deixará de lembrar destes lamentáveis episódios. Este é, seguramente, um assunto de polícia.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

B. B. King

Faleceu hoje um dos reis dos blues, o grande B. B. King. Já se sabia desde há algumas semanas que o estado de saúde dele não era o melhor. Ainda ontem estive a ouvir algumas músicas. Não sou o maior conhecedor dos Blues, (estou a esforçar-me por conhecer e gostar mais) mas se há alguém que me faz gostar mais e mais foi seguramente o B. B. King. Hoje, de manhã, depois de saber da notícia, fui outra vez ouvir, 'Kansas City, 1972', e 'King of the Blues Guitar', e acho que gostei mais ainda. O Blues devido a ele, será eterno, e ele também o será na história do género que praticou e da música universal.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A propósito do acordo ortográfico

Escrevi, há já alguns anos atrás, na verdade há mais anos do que a minha percepção me parecia indicar um texto sobre o acordo ortográfico. Esta frase foi só uma maneira de meter à força a palavra percepção como ele deve e merece ser escrita. Alguns anos passaram, e tenho mais ou menos a mesma opinião. Há no entanto mais um dado, bastante grave a meu ver, que tem que ver com efeitos fonológicos nocivos e altamente deletérios do novo ortográfico. Refiro-me ao modo como palavras como espectro, sector, corrector estão, cada vez mais, a ser pronunciadas. Confesso que, à época, não previa tal cenário de causalidade entre o novo acordo ortográfico e a maneira errada com que algumas palavras, estão, frequentemente, a ser pronunciadas, algo que me está a surpreender bastante, e que, com toda a sinceridade, duvidava de tal efeito do novo acordo. Sem mais assunto, deixo este facto que cada vez mais observo, e que, tristemente, cada vez mais me inquieta.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Já está!

Ontem festejei como em 18 de Maio de 2001! Como tinha dito que faria num qualquer post anterior. Não acompanhei o jogo no santuário do Bessa. Acompanhei como pude pela rádio, no caso a Antena 1, não consegui apanhar outra que estivesse a acompanhar o jogo. Quando entrou o primeiro eu estava a passar algures em Adorigo, Tabuaço. Quando entrou o segundo estava parado numa enorme bicha em frente à Régua, no acesso à ponte velha, devido a uma corrida de bicicletas, enorme festa, com apitos e afins. Estava uns 20 metros mais à frente quando o Moreirense marcou, e tremi um bocadinho. O terceiro foi quando passava na estrada nacional 222 na freguesia de Barrô. Aquando do final do jogo estava a passar em Massora e Passarro, mesmo antes de entrar em Resende, uma festa que as poucas pessoas que estavam na rua, vendendo a célebre cereja de Resende, debaixo de um temporal feroz e de um nevoeiro denso, certamente não perceberam muito bem. Já perto de Entre-os-Rios, a festa ainda foi maior depois de ouvir as declarações emocionadas do nosso grande treinador, presidente, e o do nosso presidente da SAD, Álvaro Braga Júnior, que merece um lugar eterno nas páginas da história do nosso clube como presidente do clube num dos seus momentos mais difíceis. Os adeptos ajudaram, e muito, e qualquer boavisteiro tem que fazer uma menção especial aos Panetras Negras, mas eles são os grandes responsáveis juntamente com os jogadores claro, os jogadores que não valiam nada, que no início iam ser bombo da festa, perder com todos, record de golos sofridos, menos pontos, etc., mas que evoluíram de maneira incrível, que lhes permite garantir os objectivos com três jogos ainda por jogar e que são quem mais merece este sucesso. Daqui a 40 anos ainda saberei dizer os nomes dos heróis que vestiram a camisola axadrezada no ano do regresso e que, contra a expectativa de toda um comunicação social que os esperava ver falhar e deixar o Boavista cair, conseguiram concretizar os objectivos. É a Brava Dança dos Heróis. Agora é tempo de pensar na próxima época, que será, novamente, muito difícil. Deixo isso para quem sabe, depois de uma época em que eles souberam, e muito bem, o que faziam.

VIVA O BOAVISTA!