segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Free Hand

Estou a ouvir 'Free Hand' dos Gentle Giant, de 1975. Como grande parte dos álbuns dos Giant é um disco ambicioso, e, por isso, acaba sendo, também uma audição ambiciosa. Este foi o primeiro álbum dos Giant que ouvi, creio que em 2007 e um dos meus preferidos. Praticamente todas as faixas são boas. A primeira, 'Just the Same' usa as habituais poli ritmias da banda, começando com um estalar de dedos que marca o ritmo. A segunda, 'On reflection' é uma fuga a 4 vozes no sentido clássico do termo, que depois progride para uma variação, recuperando de novo a fuga, desta vez com instrumentos a acompanhar as vozes, terminando com um longo interlúdio antes da reexposição instrumental do tema da fuga. A terceira, a faixa título 'Free Hand' é uma das mais rockeiras do disco, contando com os ornamentos barrocos típicos da banda nesta fase. De seguida vem 'Time to Kill' que apresenta algumas parecenças, em termos de instrumentação utilizada com 'Free Hand'. Logo depois 'His Last Voyage', uma das mais medievais do álbum, com uma secção vocal algo gregoriana, Em 'Talybont' marcam presença novamente o cravo, as flautas, etc.. O álbum termina com 'Mobile', uma peça conduzida, na sua fase inicial, pelo violino. Um grande álbum.

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