quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

The Man in the High Castle

Enquanto estive em Évora comecei a ler o livro 'The Man in the High Castle', traduzido para português como 'O Homem do Castelo Alto', do Philip K. Dick. Este livro foi editado pela primeira vez em 1962. Resolvi escrever já este post sem esperar pelo fim da leitura do livro, porque sinceramente, estou assombrado. O livro é muito bom. Estou com enorme vontade de continuar a explorar a obra do Philip K. Dick, tenho vários livros dele que constam da lendária colecção Argonauta. Um dos grandes!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Viagem a Évora

Passei a última semana em Évora, uma cidade onde já não ia há mais de 15 anos. É uma das grandes cidades históricas de Portugal sem dúvida. Faço aqui uma espécie de relato de viagem que fui compondo ao longo da semana.
Fomos em direcção a sul na segunda-feira, com paragens nos leitões, e mais abaixo, em Leiria, na Batalha, em Fátima, e finalmente, Évora, já por volta das 4 e meia da manhã.
No dia seguinte, terça, andamos nas redondezas, Reguengos, a extraordinária aldeia de Monsaraz, a Herdade do Esporão (e os vinhos). Quando regressamos, já noite fomos então ao centro de Évora. 
No dia seguinte foi dia de ir apresentar dar a minha conferência. De tarde houve uma visita guiada pelo parte mais histórica de Évora, desde o templo romano até ao magnífico edifício  do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora, onde se podem ver salas revestidas a azulejos magníficos, bancos corridos, onde no tempo dos jesuítas os alunos se sentavam, ou o púlpito que leva à cátedra do professor. Jantamos num adega.
No dia seguinte novamente conferência, deste vez só para assistir. Visita à capela dos ossos durante a tarde (uma visita obrigatória para quem vai a Évora). À noite o jantar da conferência nos antigos celeiros da EPAC: comida regional como não podia deixar de ser, vinhos, aguardente, um licor de poejos que para mim era desconhecido... Acabámos num barzito perto da centralíssima praça do Giraldo. 
No dia seguinte, sexta, o último da conferência, andámos durante a tarde a tentar ver uns menires, umas antas e um cromeleque. Evidentemente, perdemo-nos no caminho. Fomos dar a uma estrada de terra bloqueada por uma pedra. Seguimos na direcção, para, uma hora depois, completamente perdidos, irmos dar ao outro lado da pedra. Lá conseguimos rodar a pedra para o carro passar. Acabámos por ir jantar num outro restaurante numa rua transversal à mesma praça do Giraldo (mais uma demonstração da centralidade desta praça), desta vez com uma açorda, vinhos e aguardentes, claro. Depois fomos para um bar perto do teatro Garcia de Resende (um teatro que iguala a beleza do Teatro Nacional de São João). Sábado, precisamente ontem, foi dia de voltar, primeiro para Lisboa, e depois de Santa Apolónia para Campanhã. 
Como não podia deixar de ser, com chuva forte. Foi assim que aconteceu quando regressei ao Porto. Tenho que confessar que o tempo no Porto podia ser melhor. É de invejar quando nos deslocámos a Lisboa, Évora, ou outros sítios, sítios de Portugal que eu adoro. Claro que adorarei sempre mais o Porto, é algo de estado de espírito que faz de mim o portuense que sempre serei, e nunca outra coisa que não isso mesmo, portuense, mas de facto temos um bocado de azar com o tempo,pá. Resta-nos uma vantagem, é que o Porto com chuva e nevoeiro, o Porto cinzento e pardacento, também é bonito. Tal já não acontece em Lisboa, por exemplo. Quando esse mau tempo (mais raro) chega a Lisboa, a cidade fica consideravelmente mais feia. É claramente uma cidade que para transmitir a sua mítica (e mística) luz necessita do sol acompanhado de algum azulado. Quando o tom é cinzento, perde vitalidade, o que não acontece, ou pelo menos acontece menos no Porto quando o tempo é cinzento. Talvez se deva à dose relativa de construções em calcário que existem em Lisboa, e reciprocamente à dose granítica existente no Porto, onde o calcário é bem mais raro.
Évora. O Alentejo. É magnífico. Pessoas simpáticas, comida boa, vinho bom. Portugal é mesmo muito mais vasto do que os curtos 750 km que vão de Bragança a Faro, e o Alentejo é a prova viva disso. A conferência foi interessante. As viagens que fizemos na região foram interessantes e bonitas. As edições anteriores foram em Lisboa, e a organização desta foi das pessoas de Lisboa. O ambiente na conferência foi sempre muito bom. Riu-se muito nesta semana, o que é sempre bom, principalmente com um grupo bem engraçado de pessoal simpático, cool e giro com o qual saímos nas duas últimas noites. 
Para o ano pode ser que haja mais. Em Évora ou em outro lugar qualquer. Mas Évora, definitivamente, está aprovado. E, por arrasto, o belíssimo Alentejo.