domingo, 21 de agosto de 2016

A Disputa Americana

Tenho pensado nisto nos últimos tempos. Há algum tempo atrás, em que já se via o espectro Trump a assolar os Estados Unidos, tinha dentro de mim que se votasse nas eleições americanas, votaria Hillary Clinton para evitar a vitóriade Trump. Actualmente, confesso, é-me impossível dizer e pensar tal coisa. Não votaria em Hillary Clinton. Ela é mesmo muito má, e concentra algo nela de perigoso para o futuro do mundo, apesar de não chegar ao nível de Donald Trump. Isto acontece pois na política americana, o Partido Democrata (do Republicano nem vale a pena falar) experimenta um degradação terrível, sendo aliás por isso que um indivíduo como Donald Trump tem hipótese de ganhar. Posso até se calhar dizer que essa degradação é tão catastrófica, ou até mais do que aquela que acontece no partido Republicano. Pelo menos para mim é isso que parece. Portanto, aqui afirmo, se fosse americano, provavelmente não votaria, ou então votaria nalgum candidato dito menor, que dadas as circunstâncias, se calhar seria maior.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Meu Euro 2016

Cumpre-se amanhã um mês sobre a data em que Portugal conquistou o campeonato da Europa de Futebol. Agora que regressei do Brasil, onde estive durante um mês, faço o relato do que foi o meu Euro.
O meu Euro começou em Madrid. Foi lá, num pequeno restaurante tipicamente espanhol, onde assisti ao primeiro jogo de Portugal contra a Islândia. Fiquei um pouco desiludido, esperava mais, principalmente depois de estarmos na frente do resultado. O segundo jogo foi no dia em que regressei a Portugal. Assisti um bocado da primeira parte na recolha de bagagens do aeroporto do Porto, e à segunda parte em casa. Deu para ver que as coisas estavam difíceis. Seguiu-se o imensamente nervoso jogo contra a Hungria. Assisti em casa. Este sim foi emocionante, e ficou a ideia de que para um Portugal fraco, já tinha sido quase um milagre conseguir recuperar três vezes. Seguiu-se o jogo contra a Croácia, o tal que parecia estar a durar cinco horas. A Croácia era melhor, ou então estava claramente melhor que nós, mas julgo que conseguimos anular o jogo deles, e no final do prolongamento, chegou a nossa hora. O jogo dos quarto foi o último que assisti em Portugal. Vi o jogo numa esplanada da rua de Ceuta abaixo do Infante de Sagres. Cheguei ligeiramente atrasado, por isso falhei o golo da Polónia, que aconteceu quanto estava a virar da rua de Avis mesmo à porta do Infante de Sagres. Convenci-me que estávamos praticamente eliminados. Mas o miúdo empatou, e o nervosismo cresceu. Fiquei bastante mais nervoso depois de empatarmos do que antes, enquanto perdíamos. Havia a ideia de que aquilo podia ser nosso. E foi, nos penalties. A seguir houve uma viagem para o Brasil, no dia 5. Dia 6 era dia de meia final. Copacabana, Rio de Janeiro. Estava imensamente confiante, achava que não íamos falhar a final. Primeira parte com alguma tremideira, segunda parte entrada fortíssima, dois golos em cinco minutos, e de seguida um sábio controlo do jogo, em que até podíamos ter marcado mais. No dia seguinte, ficámos a saber que o adversário seria a França, depois daquela meia final contra a Alemanha, a que assisti no auditório número 3 do IMPA, no Rio de Janeiro. Dia 10, dia da final. Sol no Rio de Janeiro. Um botecozito em Ipanema foi o local escolhido para ver se era desta que éramos campeões, contra o carrasco a quem não ganhávamos há 40 e tal anos, e todas as vezes que tal acontecera, sempre a feijões. Tínhamos assistido aos típicos dias franceses, dias de muita letra, muita gabarolice. Tinha dúvidas se seríamos campeões, mas da maneira que Portugal jogava, parecia-me que não era lá muito boa ideia da parte deles encher o peito de gabarolices. Podíamos ter dificuldade em marcar, mas parecia-me ser ainda mais difícil alguém ganhar a Portugal. Só a Polónia nos tinha metido um golo na fase a sério da competição. Aos 20 minutos parecia que a coisa não ia correr lá muito bem, com a lesão do Cristiano, uns anos depois da lesão o Ronaldo fenómeno no mesmo estádio também numa final. Aos 90, acreditei, depois do remate do Gignac ir ao poste. A seguir veio o prolongamento, e aí fomos claramente superiores aos franceses. O engenheiro leu bem o jogo e resolveu meter o Éder, jogou uma cartada táctica e ganhou, pois a partir daí Portugal melhorou e tomou conta do jogo, pelo prolongamento adentro. E a seguir veio o remate, à Eusébio. Para o Golo. Olhe o Gol! Olhe o Gol! Olhe o Gol! gritavam os comentadores brasileiros, ao que se seguir um arranjo calypso, à brasileira, do hino Português. Aguardar, aguardar, até podíamos ter marcado o segundo. Mas um já chegou. Campeões! Hora de festejar em Ipanema!