sábado, 24 de setembro de 2016

Câmara Municipal do Porto

Estamos a cerca de um ano das eleições autárquicas em Portugal. Convém eu declarar, desde já, o seguinte: nas últimas eleições, que decorreram em 2013, votei na lista de Rui Moreira para Presidente da Câmara Municipal do Porto. Para a Assembleia Municipal e Junta de Freguesia (União o Centro Histórico) votei na lista do Partido Comunista. Já passaram três anos desde então. Não digo que estou desiludido, mas claramente que o mandato Rui Moreira foi e está a ser abaixo das expectativas. Houve, a meu ver, apesar dos muitos defeitos, um avanço, até ver mais significativo durante os mandatos do Rui Rio, apesar das imensas críticas que deixo e sempre deixei à muitas vezes (demasiadas vezes) prepotente e com tiques de autoritarismo do antigo presidente da Câmara Municipal do Porto. Sendo assim, apesar de não existir aquilo que designaria por desilusão, julgo que não houve grande evolução na cidade do Porto naquilo que é da directa responsabilidade da Câmara. Também me preocupa o tom, por vezes também com alguns tiques autoritários do Rui Moreira (sem bem que pouquíssimo frequentes quando comparadas com as tiradas do seu antecessor). Houve uma cidade em progresso, sim, mas na maior parte dessas coisas em que vi progresso, não me parece que se deva totalmente a Rui Moreira, mas sim à onda positiva em que o Porto caminha há vários anos. E ele, e bem, claro, aproveitou. Mas noutras coisas que são necessárias, tem ficado, na minha opinião aquém. O problema do Aleixo está por resolver. Boa parte dos problemas do centro histórico estão ainda por resolver. Entre outros... Claro que há pontos positivos, como o reaproveitamento de algumas infra-estruturas da cidade que estavam completamente decadentes. 
Em suma, e acreditando eu que Rui Moreira será, muito provavelmente eleito por mais um mandato, espero que esse segundo mandato seja melhor que o primeiro. Da minha parte, não tenho arrependimento, nem desilusão. Apenas algum desapontamento e uma consciência de que esperava mais, e que esse mais poderia ter sido realizado. Ainda não sei nem faço ideia em quem votarei, depende muito de como as coisas se apresentarem aos eleitores. Mas posto o que expus atrás, creio que posso já afirmar com alguma segurança que dificilmente votarei para a sua re-eleição, apesar de ainda poder mudar de opinião durante o próximo ano. Espero, por isso, ver mais neste último ano de mandato, e, no caso da mais que provável re-eleição, aguardo com expectativa uns quatro anos mais positivos que os primeiros quatro, sendo que neste momento me parece que essa re-eleição não contará com o meu voto.

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