segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A propósito do jogo de ontem

Ontem assisti finalmente a uma vitória em casa do Boavista, já não ganhávamos em casa desde o tempo do Sánchez, no início de Outubro.
Fiquei contente, jogámos bem, poderíamos ter marcado mais um e decidir o jogo mais cedo. Creio que sinceramente a vitória não tem contestação.
Mas o intento principal deste meu post, tem que ver com o jogador Zé Manuel, que agora representa o Vitória F. C. de Setúbal, por empréstimo do F. C. Porto. A atitude do F. C. Porto é lamentável, como o foi muitas vezes, visando enfraquecer o Boavista, pois, e todos os Boavisteiros o sabiam, o Zé Manuel é um bom jogador para o Boavista, mas dificilmente teria lugar no plantel do F. C. Porto, e assim sendo, o empréstimo seria a solução mais natural. Empréstimo que se consumaria na ida para um rival directo do Boavista F. C.. Quanto ao jogador, foi fortemente assobiado e insultado (inclui-me neste coro) quando entrou no terreno de jogo por volta do minuto 60 e tal. Infelizmente, quando eu vejo um jogo de futebol que envolve uma equipa que geralmente equipa de xadrez preto e branco, eu costumo adorar e exultar pelos que assim estão vestidos, e quase que abomino os que estão com cores diferentes. É uma das minhas irracionalidades, que não consigo superar. Daí de certo modo aprovar o tratamento que foi dado ao Zé Manuel (e de tal modo aprovo que me juntei a ele). Mas, eu pus um infelizmente na frase, porque lamento esta irracionalidade. Se o Zé passasse por mim na rua, provavelmente agradecia-lhe o que fez pelo meu clube, nas três épocas desportivas em que esteve por cá. Mas quando ele entrou em campo, aí é pedir de mais, simplesmente não consigo. Concluo esta espécie de Mea Culpa, com um lamento, que é o seguinte: há uma coisa que não perdoo ao Zé Manuel. Ele podia, e creio até que deveria ter renovado contrato com o Boavista, provavelmente por uma época só (não pretendo que ele passasse a ser um monge que passasse toda a vida cá, claro), de modo a proporcionar alguma coisa a nível financeiro ao Boavista, que poderia lucrar com a sua transferência (e sabe-se que o Zé Manuel tinha mercado). Convém ele lembrar-se que foi do Cinfães para o Boavista, quando estávamos no terceiro escalão. Se não fosse o Boavista, não sei por onde andaria ele, provavelmente pelas ruas da amargura. Lamento esta falta de gratidão, apesar de, como disse, se tivesse com ele, agradecia-lhe. Mas quando se está dentro de campo, não consigo...

Sem comentários: